06.06.2004
Nosso vôo teve uma conexão em Milão. O vôo que viria para Amsterdan atrasou mais de duas horas. Nesse período conhecemos algumas brasileiras e fomos juntas fazer um lanche. Durante a conversa descobrimos que uma delas já havia morado na mesma rua onde Kátia mora e a outra tem um irmão que trabalha embarcado na Bacia de Campos e mais, descobri que já trabalhamos juntos na P-15. Mundo pequeno esse.
Chegamos em Amsterdan às 11:00 h. Nossas malas ficaram retidas em Milão e a companhia aérea vai entregá-las no hotel ainda hoje. Fomos para o hotel e em seguida embarcamos em um tour pela cidade. Visitamos uma joalheria (Castel) onde se lapidam diamantes. São os melhores dilapidadores do mundo, herança dos judeus que vieram para a Holanda há séculos atrás. Fomos em seguida ao museu Rjukmuseum que possui vários quadros de Rembrandt e Vermeer. Achei interessante uma informação que o guia nos deu sobre os quadros de Rembrandt . Os quadros pintados por ele possuem, quase sempre, uma boa dose de luz e sombra, claro e escuro. Nos quadros feitos por encomenda de algum nobre, a luz era direcionada para o objeto de interesse do nobre, quase sempre ele próprio. Quando a obra não era paga o artista podia exercitar sua própria vontade e dar o enfoque que desejasse. Depois disso passei a olhar os quadros fazendo essa análise. No tour pela cidade aproveitamos muito pouco, estávamos mortas de cansaço.
07.06.2004
Fomos a algumas cidades importantes da Holanda:
Roterdan – é o maior porto do mundo. Possui uma arquitetura moderna localizada no centro da cidade, numa área que foi totalmente destruída pelos bombardeios alemães na 2ª guerra mundial. Esta área é hoje conhecida como “Pequena Manhatan” por causa dos altos prédios.
Haia - É onde fica a sede do governo , embora a capital continue sendo Amsterdan. Visitamos o bairro onde ficam as embaixadas e o palácio da paz. O bairro é muito arborizado e as embaixadas são belíssimas.
Delph - Cidade onde se produz uma cerâmica famosa no mundo todo. Visitamos uma das fábricas e vimos à pintura manual dessas cerâmicas. Acho que eu gostaria de trabalhar lá.
Ausmeer - Cidade produtora de flores. Fomos a uma indústria de beneficiamento onde tem um pregão (como o da bolsa de valores) onde as flores são vendidas. Caminhamos pelo enorme galpão, em uma passarela elevada, vendo as empilhadeiras arrumarem as caixas de flores. A variedade de espécies é impressionante. Acho que Adélia gostaria de trabalhar aqui.
Madurodan - Tem um parque em miniatura com todos os prédios importantes da Holanda.
No retorno do passeio fizemos um tour de barco pelos canais. Em seguida fomos ao bairro da luz vermelha (red ligth street), zona de prostituição que já virou ponto turístico. É uma zona arrumadinha onde as mulheres se mostram seminuas em vitrines. Ao lado da vitrine tem um telefone que o cliente usa para comunicar-se com a administração da casa, ou com a própria “modelo da vitrine”, para as negociações necessárias. Uma velha profissão com toques de modernidade.
Saímos da “red ligth” direto para um museu erótico. Nunca tinha estado em um e achei esse bem interessante. Acredito que haja outros bem melhores mas como não conheço nenhum, não tenho padrão de referência. No retorno para o hotel fomos a Praça Rembrandt. Escolhemos um restaurante para o jantar e descobrimos que o seu dono é um brasileiro. Osvaldo, gay assumidíssimo, é um rapaz simpático e falante que mora na Holanda há 14 anos. Conversamos muito e combinamos um encontro no Brasil no verão quando ele virá visitar a família no Rio de Janeiro