16.06.2004
Fizemos um tour panorâmico pela manhã. Passamos por bairros com construções em estilo Vitoriano, pequenos prédios de três andares pintados quase sempre de branco, com um andar inferior onde ficam a cozinha e outras dependências de serviço. Nosso hotel tem esse estilo, inspiração da rainha Vitória. Em outros bairros as construções são todas em tijolinhos avermelhados. Passamos por construções históricas: o Palácio de Westminster, a Abadia de Westminster, o Big Ben , a Tower Bridge, o Parlamento Inglês.
Seguimos em frente e conhecemos os grandes magazines Harrod’s e Selfridges. Terminamos o passeio no palácio de Buckingham e ficamos para ver a troca da guarda. Tremendo programa de índio. Um mar de turistas, não dá pra ver quase nada. Mas, como dizem “já que foi ao inferno não deixe de beijar o capeta”.
À tarde fomos ao National Galery. O museu é maravilhoso. Não sabia se olhava o acervo ou se admirava a arquitetura do prédio. O teto do museu também é uma obra de arte.
Atravessamos o Tâmisa e fomos andar na roda gigante “London Eye”. A vista panorâmica da cabine é excelente. A cidade é plana, não tem nenhum morro ou colina, o que facilita a visão. Beleza natural, nenhuma, a não ser os belíssimos parques e o rio. No mais são as prédios antigos e a história desse país que dão charme a essa cidade.
Fomos ao pub “Sherloc Holmes” tomar umas cervejas - afinal estamos em Londres - e comemos o tradicional prato da culinária inglesa: peixe com fritas.
17.06.2004
Visitamos pela manhã a catedral de Saint Paul e a Abadia de Westminster. A catedral é enorme e muito bonita. Vários personagens famosos estão enterrados lá. Foi também ali que príncipe Charles e Diana se casaram. A Abadia é menor e não é tão bonita mas carrega 800 anos de história.
Á tarde fizemos um passeio à cidade de Windsor onde está o castelo que é a residência de verão da família real. Parte do castelo é aberto à visitação. No restante ficam os aposentos usados pela família real. Diz o guia que essa é a residência preferida da rainha Elizabeth, onde ela passou boa parte da infância. No trajeto para Windsor passamos por vários carrões com pessoas muito bem vestidas. O guia nos informou que estava acontecendo uma corrida de cavalos em Ascot. A realeza e demais bem nascidos da Inglaterra, frequentam esse hipódromo. Os emergentes também devem bater ponto por ali. Vi algumas mulheres com chapéus dentro dos carros. Aliás, o chapéu é um caso a parte nesses eventos.
Para encerramos o dia jantamos no bairro Chinatown. Em seguida entramos em um daqueles ônibus de dois andares para dar uma volta pela cidade e ver como é Londres iluminada.
18.06.2004
Hoje vamos fechar o nosso roteiro conhecendo os museus British Museum e o Museu de História Natural. A arquitetura do museu de história natural é bem interessante e tem, logo na entrada o esqueleto de um enorme dinossauro. Alguns filmes com temas, por exemplo, da evolução da terra, são exibidos em algumas salas. Durante a exibição, se aparece na tela um vulcão em erupção, a sala treme. As crianças devem adorar isso aqui.
O British Museum é enorme. Gostei, “pero no mucho”. Muitas peças arqueológicas, manuscritos, esculturas, etc... Um pouco cansativo. A entrada nos dois museus é grátis o que, em minha opinião, está mais do que correto visto que nesse museu boa parte do acervo são peças saqueadas, ou roubadas para ser mais exata, na Grécia e no Egito. Quando fui à Grécia em 2002 visitei um museu que fica na Acrópole em Atenas. Parte do acervo do museu são réplicas de peças que foram roubadas. A réplica de uma parte da lateral do Paternon, que eu vi na Grécia, conheci agora o original no museu em Londres. Parece que os ingleses acham que essas relíquias são patrimônios da humanidade. Lembrei agora de uma piada pesada mas, deixa pra lá.
Fomos à loja Harrod’s comprar uns “regalos”. Bonita, grande e caríssima mas valeu a pena conhecer. Muitos produtos que estão sendo vendidos aqui são brasileiros. Alguém informou que esse ano a temática da loja foi o Brasil. Encontrei até uma bolsa de sisal fabricada na Amazônia, que eu comprei igualzinha em Macaé. Eta mundo globalizado!!!
Num dos andares tem uma espécie de altar em homenagem a princesa Diana com uma escultura de um casal dançando. O dono dessa loja é o pai do namorado de Diana, Dodi Al Fayed, que morreu junto com ela. Parece que o altar virou local de peregrinarão.
Tomamos o chá das cinco num café em frente à Harrod’s.
À noite fomos a um pub perto do hotel para conhecermos o namorado da Bruna. Ele é neozelandês e não fala nada de português. Kátia bateu o martelo e disse “Bruna não volta para São Paulo. Ela está apaixonadíssima por esse rapaz”. Quem sou eu para duvidar, de paixão Kátia entende. Fechamos a noite num restaurante grego “Santorini” comendo uma moussaká. Ah! Que saudades da Grécia.
19.06.2004
Hoje é o dia da nossa partida. Fomos à famosa feira de antiguidades Portobello. Esta feira acontece todos os domingos no bairro de Notting Hill, onde estamos hospedadas. Na verdade vende-se de tudo nessa feira que fica lotada de turistas. Comprei uma bata indiana bem bonitinha.
Às 14 horas fomos para o aeroporto tomar o vôo para Milão. Depois São Paulo, depois Rio de Janeiro, depois Macaé. Neste momento estou voando para São Paulo. Se tudo correr bem chego em Macaé amanhã na hora do almoço. Uma panela de feijoada está a minha espera.
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