14.06.2004
Estamos partindo para Londres. Já começa a bater um pouco de cansaço. É a droga da idade, certamente. Hospedamos-nos em um hotel no bairro de Notting Hill. É aquele bairro do filme do mesmo nome, com o bonitinho Hugh Grant. Achei o bairro bem charmoso, muito arborizado e as casas, em estilo vitoriano segundo me informaram, são bem bonitinhas. Estamos instaladas em uma quarto no porão, no primeiro nível abaixo do nível da rua. Até hoje só tinha visto este tipo de quarto nos filmes. Aqui no Brasil não é muito comum casas com porão e sótão. O quarto não é grande mas é confortável.
Fomos caminhando até o Hyde Park. Na primeira esquina encontramos uma brasileira com seu bebê. Ela seria a primeira de muitos outros brasileiros que encontramos por aqui. Chegamos ao parque que é enorme, ocupa vários quarteirões do bairro. Estava fazendo muito calor e nos sentamos na sombra das árvores para comer um hot dog. Em seguida fomos ao “Covent Gard” um prédio antigo onde funciona um mercado uma feira de antiguidades. Não ligo muito para essas feiras, não tenho olho clínico para esse tipo de produto, tudo me parece quinquilharia. O local é bem animado. Tomamos algumas cervejas em um bar enquanto aguardávamos a Bruna, sobrinha de Adélia.
A Bruna é fisicamente bem diferente de Adélia. Branquinha, quase ruiva e bem mais alta que a tia. Ela é jovem e bem simpática. Comemos uma pizza e em seguida fomos ao Picadily Circus e depois a um pub mais moderninho. Parece-me que a Bruna já trabalhou nesse pub.
Fomos conhecer o “cafofo” onde a Bruna mora. É um apartamento com vários quartos e cada quarto é alugado para diferentes pessoas, todas jovens, me parece. A cozinha e banheiros são comuns a todos. Bruna divide um dos quartos com uma outra moça baixinha, com enormes cílios postiços coloridos e um look bem exótico. As roupas delas estavam todas espalhadas pela cama, os sapatos pelo chão e o móvel ao lado da cama estava totalmente coberto de bijuterias, maquiagem, etc... uma zona. O lado da Bruna era o oposto, tudo arrumadinho. Parece que as diferenças são impedem a boa convivência e a Bruna me pareceu bem satisfeita.
Voltamos para o hotel. Adélia ficou meio espantada com a moradia da Bruna e acho que ficou bem preocupada. Parece que aqui em Londres o aluguel é caríssimo e esse tipo de lugar é bem comum. Nós é que não estamos acostumadas.
15.06.2004
O sistema de metrô é bem legal. A cidade é dividida em zonas e tem estações em todos os lugares. O tempo de espera é curto e os trens são bem conservados. Compramos bilhetes de um dia para as zonas que iríamos usar mais.
Começamos o dia no famoso museu de cera “Madame Tussout” . Adoramos !!! Vários museus aqui em Londres não cobram a entrada. Esse aqui é pago e não é barato. Aproveitei para tirar uma foto com Brad Pitt e Julia Robert.
Seguimos para o “Regent Park” . Acho que esse parque é o mais lindo de Londres, digamos que é um parque cinco estrelas. Está todo florido e há muitas, muitas rosas, de todos os tipos. Gostaria de fazer um piquenique por aqui. Deve ser muito gostoso estender uma toalha nessa grama, tirar os sapatos e ficar esquentando ao sol. Mas, pagando em libras, não dá pra ficar muito tempo parado. É preciso seguir em frente.
Fomos ao bairro Candem Town, lugar muito movimentado, reduto dos punks, drags, góticos e toda essa gente diferente. Por aqui se encontra todo tipo de roupa esquisita que podemos imaginar. Lembra um pouco o Saara no Rio.
À tarde fomos a Torre de Londres. Não é exatamente uma torre como o nome faz supor, mas sim uma fortaleza as margens do Tâmisa. A torre foi residência de vários reis e é um dos locais mais visitados da cidade. A história desse lugar que já foi palácio e prisão é meio trágica, com muitas execuções e torturas. Em uma das salas estão guardados alguns instrumentos de tortura que eram usados na época. Sinistro!!! Sentamos em um banco ao ar livre e Adélia, que prometeu que seria nossa guia na Inglaterra, nos contou um pouco da história do rei Eduardo VIII, o Barba Azul, que teve 6 esposas e muitas amantes. Conversamos sobre Ana Bolena e sobre as esposas que o rei mandou matar, sua fixação em ter um filho homem, etc... Adélia cumpriu direitinho seu papel de guia turístico e sem remuneração. Encerrada a parte cultural desse dia fomos jantar e, como ninguém é de ferro, tomar cerveja em um pub.
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