10.06.2004
Seguimos de trem para Bruxelas. A viagem foi tranquila e durou mais ou menos 3 horas. O nosso hotel fica um pouco longe do centro mas é possível ir a pé. Deixamos as malas e fomos direto para a “Grand Place” . Realmente esta praça faz jus à fama de ser a mais bonita grand place da Europa. Nos arredores da praça existem vários restaurantes. Escolhemos um deles e comemos um prato típico, pato acompanhado de batatas e uma massa, enquanto olhávamos o movimento de turistas que passavam pela praça.
11.06.2004
Pela manhã fizemos um tour pela cidade. Vimos o Atomium, monumento bem conhecido que foi construído para a exposição mundial de 1958 (acho que aquelas bolas imensas ligadas umas as outras representam átomos de alguma matéria, não sei qual) passamos por algumas construções antigas, palácios, etc. Paramos no monumento conhecido como Manneken-Pis. A palavra monumento, neste caso, é um exagero. É só um bonequinho mijão não muito diferente do nosso manequinho que está em Botafogo.
Seguimos para Antuérpia a terra dos diamantes. A Bélgica produz 70% dos diamantes lapidados do planeta. Sorte minha não me sentir atraída por jóias, pedras preciosas e coisas afins. Para os apaixonados por jóias é muito difícil sair ilesa dessas lojas de lapidação de diamantes. Fiquei satisfeita com os “Diamonds”, chocolates em forma de diamantes.
Visitamos a catedral de Nossa Senhora que possui algumas pinturas de Rubens. Alguns quadros são divididos em três partes. Fez-me lembrar de alguns altares góticos que vi em uma viagem ao leste europeu. São quadros muito bonitos. Parece-me que Rubens nasceu aqui ou viveu por aqui alguns anos.
Encontramos pelas ruas vários judeus vestidos de preto e com aqueles cachinhos nos cabelos pendurados ao lado rosto. É a primeira vez que vejo tantos judeus ortodoxos, pelo visto são muitos por aqui. Ah, por isso tantos diamantes.
Retornamos para Bruxelas. Alguém nos avisou que tomássemos cuidado com os restaurantes próximos a Grand Place, alguns são uma “cilada”. Sentamos-nos no bar Jery (bar do tin tin), escolhemos uma cerveja entre as mais de 300 cervejas produzidas neste país. Aqui a carta é de cervejas e não de vinhos e cada cerveja é servida em seu próprio copo, ou seja, existe um tipo de copo para cada marca de cerveja. Achei a idéia muito interessante.
Mais tarde saímos em busca de um restaurante para o jantar. Entramos em uma ruazinha estreita, piatonal, com restaurantes dos dois lados da rua. Alguns tinham música ao vivo e o clima da rua era bem alegre. A fome já era muita e um cartaz na porta de entrada de um restaurante nos atraiu. Era uma paella para 3 pessoas por um preço que nos pareceu razoável. Escolhemos uma mesa próxima à janela para ouvirmos a música francesa que tocava no restaurante em frente ao nosso. Logo que sentamos nos serviram uma cesta de pães maravilhosa e uma taça de champanhe, cortesia da casa. Começamos a desconfiar que o preço declarado no cartaz não era para 3 pessoas. Quando a comida foi servida já havíamos tomado champanhe e vinho e o preço já não importava mais. A paella só de frutos do mar estava sensacional: camarões enormes, lagostins idem, lulas, etc...
Como já desconfiávamos, o cartaz na entrada do restaurante era uma “cilada”. A foto era de um prato que servia 3 pessoas mas o preço afixado era “por pessoa” . Valeu a pena, a paella foi inesquecível, e o preço também.
Nenhum comentário:
Postar um comentário