28 junho, 2010

Volendam e Marken

08.06.2004

Fizemos um passeio a duas cidades pesqueiras “Volendam” e Marken”. Casinhas de madeira com cortinas de rendas nas janelas, flores nas pequenas varandas, tudo muito bucólico e bonito demais. Fomos de barco de Volendam para Marquen, um passeio delicioso, com céu azul e temperatura das mais agradáveis. Estamos com sorte, os dias estão lindos , o que não deve ocorrer com muita frequência por aqui. Em Marquen a maioria das casas são verdes com janelas brancas. Uma senhora vestida com trajes típicos nos esperava no cais. Todos queriam tirar fotos com ela, por causa da roupa e também porque ela era muito receptiva. Ela é a mulher mais fotografada do lugar, já aparece inclusive nos cartões postais da ilha.
Voltamos para o continente de ônibus. Na verdade Markem já foi uma ilha, atualmente está ligada ao continente por um dique. Paramos em uma fábrica de queijo artesanal. Enquanto ouvíamos a explicação sobre como os queijos são fabricados, beliscamos vários. É uma delícia, o que não é de se admirar já que estamos na terra das vacas holandesas.
Durante o trajeto até Amsterdan a guia nos mostrou alguns “diques” que fazem esse país existir.
Mais tarde fomos ao museu Van Gogh, meu pintor predileto. Acho que posso afirmar que, ir a este museu foi uma das coisas que mais me dará prazer nesta viagem
Paramos pra tomar uma cerveja Amistel na Praça Leidseplen. Vários músicos estavam tocando em lugares diferentes da praça. Um desses grupos tocou “Trenzinho Caipira” de Vila Lobos. Arrasou. Não pude deixar de sentir orgulho do nosso irreverente compositor e maestro. Á noite voltamos aos arredores dessa praça para jantar. São muitos os restaurantes, das mais variadas cozinhas. Lembra um pouco o “Quartie Latin” de Paris. Encontramos mais uma brasileira, de Florianópolis, trabalhando em um restaurante. Ao todo encontramos 6 brasileiros trabalhando por aqui: uma na loja de diamantes, 2 donos de restaurantes, 2 garçonetes e 1 chef de cozinha que trabalha no Sheraton.

09.06.2004

O dia hoje foi inteiramente livre, sem passeio programado. Perambulamos pelas ruas da cidade sem pressa. Paramos no bairro judeu para comprar alguns “regalos”. Em seguida visitamos a casa/museu de Anne Frank. É um pouco deprimente mas a visita vale a pena, principalmente para quem leu o livro, ou viu o filme, “o Diário de Anne Frank”.
Á noite fomos jantar no restaurante “Le Monde” do nosso amiguinho Osvaldo. Uma coisa que notamos por aqui é que os restaurantes não têm muitos garçons como geralmente acontece no Brasil. Os poucos que tem trabalham com muita rapidez e os clientes têm que esperar calmamente a sua vez. Não adianta ficar chamando o garçom, ele só virá quando for o momento de atender a sua mesa.
Kátia estava estranhando o fato de não ter encontrado ninguém usando droga. Osvaldo nos explicou que existem lugares específicos para isso. Não pode, por exemplo, alguém chegar no Le Monde e cheirar uma carreirinha de pó. Pra isso existem os bares onde é permitido o uso e até vendida à droga.

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